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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Serra diz que CPI sobre privatizações no governo FHC é 'palhaçada'


 10/01/2012 17h02
 


Para o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as privatizações de estatais durante o governo de Fernando Henrique Cardoso é uma "palhaçada". Foi assim que ele classificou nesta terça-feira a ideia protocolada em dezembro na Câmara Federal.


A comissão deve ser instalada em fevereiro, segundo prometeu o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), ao autor do requerimento, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O objetivo da CPI é investigar a veracidade das denúncias feitas pelo livro " A Privataria Tucana", do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Júnior.


Serra foi um dos participantes ilustres na entrega de uma nova unidade de pesquisa clínica em oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), nesta terça-feira. Durante o evento, o ex-governador recusou falar com a imprensa sobre sua possível candidatura para as eleições municipais da capital paulista. Também estava lá o governador Geraldo Alckmin (PSDB).


Quando perguntado sobre a investigação programada para fevereiro, ele desconversou dizendo que não foi instalada nenhuma CPI ainda. Em seguida, Serra afirmou não ter conhecimento de nenhum pedido pela Comissão Parlamentar, mesmo depois da proposta já ter sido protocolada, com 185 assinaturas colhidas, 14 a mais do que o mínimo constitucional de um terço dos 513 deputados.


Contrariado, o ex-governador mudou o discurso e afirmou que a CPI é uma "palhaçada", já que ele próprio teria "cara de palhaço e nariz de palhaço". Após isso ele se afastou da imprensa, sem falar mais nada sobre o tema.


O livro "A Privataria Tucana" mostra documentos e indícios de que o processo de privatização de estatais na década de 1990 contou com um esquema bilionário de fraudes. Na época, o presidente do país era Fernando Henrique Cardoso e Serra atuou como ministro do Planejamento e da Saúde. A publicação chegou a esgotar no primeiro fim de semana em que chegou às livrarias, com 100 mil exemplares vendidos em menos de três semanas, segundo a Geração Editorial.


Amaury Júnior também acusa, no livro, o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira, além de familiares e pessoas próximas a José Serra, entre elas a filha, Verônica Serra, e o genro, Alexandre Bourgeois.


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