Por Paulo Henrique Amorim
no blog Conversa Afiada: O programa Entrevista Record desta terça-feira, às 22h15, logo após o Heródoto Barbeiro, mostrou entrevista que Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, que lançou o “Privataria Tucana”, concedeu a este ansioso blogueiro. Emediato tratava da possibilidade de sofrer alguma ação na Justiça e contou que nesta terça-feira mesmo conversou com Amaury Ribeiro Junior que lhe disse: Quero acabar o livro. Acabar, como?, perguntou Emediato. O livro está pronto. Não, respondeu Amaury. Vou começar a escrever o Privataria II! É que ficou muito documento de fora, e o Amaury quer divulgar tudo. Emediato contou que, no início, Amaury pensou em editar o livro sem os documentos, porque o livro poderia ficar maçante. Emediato ponderou que não: os documentos são exatamente a arma mortífera do livro. Sobre a aparente transferência ao PSDB a tarefa de processar a Geração e o Amaury, Emediato estranhou. O livro não trata do PSDB. A menos que eles se considerem donos da palavra “tucano”. Por que o Cerra, a filha do Cerra, o genro do Cerra, o Ricardo Sergio de Oliveira, o cunhado do Cerra (Preciado), o Daniel Dantas e o sócio do Cerra (Rioli) não processam?, pergunta-se o Amaury? Primeiro, porque os documentos são públicos. Não há nada ali obtido de fonte sigilosa ou de forma ilegal. E segundo, porque o livro começou exatamente com uma ação judicial do Ricardo Sergio de Oliveira contra o Amaury. Amaury obteve “exceção da verdade” e teve acesso aos documentos da CPMI do Banestado. Está tudo lá. Estão todos lá. Daniel Dantas, Naji Nahas, Ricardo Sergio – toda a privataria. O ansioso blogueiro observou que colonistas (*) como Merval Pereira e uma outra do jornal Valor argumentam na mesma linha: que o livro não prova que a roubalheira tenha a ver com a privatização, ou a privataria, na feliz expressão de um dos colonistas (*) que chamam o Cerra de Serra: Elio Gaspari, o que usa múltiplos chapéus, Emediato se perguntou: por que cargas d`água o Carlos Jereissati haveria de depositar dinheiro na conta do Ricardo Sergio de Oliveira, não fosse pela privataria tucana? Por que cargas d`água a irmã do Daniel Dantas encheria a empresa da filha do Cerra de dinheiro, em Miami (em Miami !), a Decidir, não fosse pela privataria do Governo Fernando Henrique? Além do mais, a empresa de Miami tinha uma ninharia de capital e de repente a Decidir recebe um monte de dólares, aqui no Brasil… O que ela vai dizer? Que quem lavou foi a Decidir e não elas, as donas, Verônicas Cerra e Dantas? O Fernando Henrique sempre poderá dizer que não sabia do “se isso der m… “. O Cerra poderá dizer que não sabia que a filha tinha sido indiciada por violação de sigilo fiscal. Eles não tratam dessas coisas. Mas, o Ricardo Sergio sabia. O Daniel Dantas sabia. (O ansioso blogueiro contou uma historia que corria na Veja, quando se podia dizer que se trabalhava na Veja, num ambiente de respeito. Contava-se que um editor chegou na mesa do editor-chefe, Mino Carta, e pediu espaço para duas reportagens. Uma sobre um foguete lançado da base de Alcântara, no Maranhão. Outra, sobre um foguete que caiu na Praia de Boa Viagem, em Recife). Esses – Dantas, Ricardo Sergio, Naji Nahas, Preciado, Rioli, o genro – não podem dizer que o foguete que saiu de Alcântara não é o mesmo que caiu em Recife. É por isso, disse Emediato, que há esse constragimento geral. Porque os documentos são públicos. Indesmentíveis. E por que os tucanos estão aflitos? O livro denuncia também o PT, a briga entre os grupos Palocci/Falcão e Fernando Pimentel, que quase leva Dilma ao precipício. Depois do programa, Emediato contou que tinha mandado um recado ao presidente do PSDB, Sergio Guerra: ele, Emediato, trabalhou em campanhas do PSDB e sabe de algumas coisas. Que talvez constem do Privataria II. Que horror! Em tempo: o livro vendeu 120 mil exemplares em 20 dias. (*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
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