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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Se Serra quiser, PSDB desistirá de prévias a prefeito de São Paulo, diz cientista político


17/01/2012


Se Serra quiser, PSDB desistirá de prévias a prefeito de São Paulo, diz cientista político!
Apesar da resistência dos pré-candidatos da legenda, que cobram a realização da consulta interna, risco de derrota com uma "pessoa nova" basta para tucanos mudarem de planos


Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
    
 
Para o cientista político Leonardo Barreto,
 Serra é um ator que tem uma capacidade muito grande 
de interferir no jogo político neste momento 


São Paulo – Enquanto os quatro pré-candidatos do PSDB disputam a preferência interna do partido para a disputa às eleições na capital paulista em outubro, movimentações de um velho conhecido podem pôr fim ao processo. O ex-prefeito de São Paulo e ex-governador José Serra é apontado como candidato por lideranças do partido, que ainda resistem a assumir abertamente a articulação. Se confirmada a decisão, as prévias na sigla sequer chegariam a ser efetivadas. Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, Serra coloca-se como candidato mais viável da legenda para as eleições na capital.


"Se o Serra quiser ser candidato, a candidatura é dele", avalia. "Ele é um ator que tem uma capacidade muito grande de interferir no jogo político neste momento, mesmo com todas as garantias de (que serão realizadas as) prévias na cidade”, analisa. A previsão de Barreto vai contra as garantias firmadas pelos quatro pré-candidatos do PSDB inscritos no processo, programado para 4 de março.


Na sucessão de Gilberto Kassab (PSD), o cientista político vê Serra como o nome com mais chances. "Lançando uma pessoa nova, a chance de perder a prefeitura é muito grande”, prevê. Até o momento, o ex-prefeito ainda não confirma o desejo de concorrer ao pleito. Com o aumento dos rumores nesse sentido, ele vem preferindo manter-se em silêncio sobre o tema.


Durante debate promovido na segunda-feira (16), entre os quatro pré-candidatos do PSDB – Andrea Matarazzo (secretário de Cultura), Bruno Covas (secretário de Meio Ambiente), José Aníbal (secretário de Energia) e Ricardo Trípoli (deputado federal) –, o presidente estadual do partido, deputado Pedro Tobias, foi enfático ao declarar que as prévias irão acontecer, sem qualquer chance de se voltar atrás. Engrossando o coro, o presidente municipal da legenda e secretário estadual de Planejamento, Julio Semeghini, garantiu consenso em torno da disputa democrática.


Antes do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa, deputados tucanos mantinham posição contrária. Um importante líder partidário do PSDB paulista assegurou à Rede Brasil Atual que Serra será o candidato nas eleições municipais de 2012 na capital. O peessedebista até ironizou o debate seria estabelecido para definir quem seria escalado para informar os pré-candidatos inscritos que não haveria mais prévias. O governador Geraldo Alckmin foi apontado como um dos mais prováveis emissários.


Se isso acontecer, Barreto acredita que uma negociação com os atuais pré-candidatos do partido poderia reverter o discurso adotado publicamente pelos dirigentes. "O PSDB teria que ver o que eles têm para oferecer aos pré-candidatos, para eles desistirem e fazerem uma aclamação para o Serra", teorizou.


Além do reconhecimento nacional que o ex-prefeito possui, a capacidade de agregar o apoio do prefeito Gilberto Kassab seria um dos elementos que cacifariam Serra para uma disputa na capital. Para o cientista político, a rejeição de 35% acumulada pelo tucano não influenciaria na disputa interna do partido. E, na comparação com figuras desconhecidas, não chega a comprometer totalmente as chances como candidato.


Caso Serra seja o indicado pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, além do racha já existente no partido em torno de seu nome, pesariam contra ele as denúncias contidas no livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que cita parentes do cacique tucano envolvidos em desvios bilionários de recursos das privatizações realizadas na década de 1990, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. À época, Serra era ministro do Planejamento.


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