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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

“Privataria tucana” x pirataria petralha

 10 de janeiro de 2012 
 Por José Pedriali

A Pestapo (Patrulha Especial de Truculência Aos que Protestam contra a OniPoTência) encontrou em “A Privataria Tucana” a munição que tanto buscava para se contrapor à torrente de denúncias de corrupção no governo petista, desde o primeiro mandato do presidente Lula (saltemos Valdomiro Diniz), com o caso do mensalão, culminando com a queda em série de ministros de Dilma Rousseff.
Não importa que a munição seja festim – assim como o “dossiê” dos “aloprados”, o “banco de dados” que a campanha de Dilma montou contra José Serra com base na quebra de sigilos fiscais de familiares do então adversário e alguns próceres tucanos. Etc. etc.
A munição continua a mesma – festim –, mas desta vez quem a manipula não é um “quadro” do partido, mas um jornalista glorioso no passado e desonroso no presente e uma editora de abrangência nacional.
(Desonroso porque violou o Código de Ética do Jornalismo ao obter por meios ilícios informações fiscais de familiares de Serra e outros e por… bem, ele está indiciado em quatro crimes pela Polícia Federal.)
O livro expôs a engrenagem de informação e contra-informação da Pestapo, afirmamos no post acima, e como é isto e como funciona?
O conteúdo do livro foi antecipado para a revista Carta Capital, que fez dele a reportagem de capa, repercutido imediatamente por Luis Nassif e, por sua vez, pela teia de “blogueiros progressistas”.
Isto é o que veio à luz do dia. Nos subterrâneos da internet, a Pestapo pôs em ação seu já conhecido sistema de envio de e-mails apócrifos, para alardear as supostas qualidades do livro e condenar o “silêncio” da grande imprensa – a “imprensa golpista” ou PIG, como afimam os petralhas. Ao mesmo tempo, jornais e blogueiros independentes passaram a ser cobrados, com insistência e grosseria, para que informassem o lançamento do livro.
Assim, a pretexto de exigir rápida e a mais ampla possível cobertura de “A Privataria tucana” – sem dar tempo para que examinassem o material – a Pestapo desnudou a “pirataria petralha”: a invasão anônima, e portanto covarde, de e-mails de milhares de pessoas.
Os mantenedores da Carta Capital e de Luís Nassif, outrora um jornalista categorizado, e por isso respeitado, hoje exercendo a função de porta-voz terceirizado do Palácio do Planalto, são conhecidos: o governo federal e as estatais.
E os tais “blogueiros progressistas” sequer disfarçam sua aliança com o governo federal, que já patrocinou, por intermédio de estatais, dois “encontros nacionais” desses ditos cujos. Lula esteve no primeiro encontro, José Dirceu compareceu pelo menos ao segundo.
A “regulamentação da imprensa”, para que grandes e pequenos jornais procedam como Carta Capital, Luís Nassif e “blogueiros progressistas”, ou seja, em comum acordo com os interesses do governo e do partido dominante, o PT, tem sido a principal bandeira desse grupo.
Ou seja, eles querem institucionalizar a “pirataria”: para os inimigos, toda a fúria, mesmo que infundada, da imprensa. Para os amigos – Dirceu, aloprados, ministros corruptos etc. – o cafuné.

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