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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ponto de Vista - Eronildo Barbosa

26/12/2011

                                                                          
 Eronildo Barbosa de Campo Grande - MS
Aproveitei o período do Natal para, entre um gole e outro, ler o livro Privataria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tem raízes em Campo Grande. O músico e compositor Galvão, que todos os sábados anima  a feijoada do Bar da Madá, na Vila Carvalho, presenteou-me com uma cópia digitalizada da obra. Ele jurou de pé junto que era original. 
Já conhecia parte da produção literária do autor. Acompanhei o seu martírio quando foi baleado em cidade Ocidental, Goiás, em 2007, onde fazia uma reportagem sobre exploração sexual de adolescentes.
Acompanhei também a enroscada em que se meteu  quando participou de algumas ações ( contratação de arapongas )  com o objetivo, como ele declara, de estancar ou  diminuir o vazamento de informações que havia na área de comunicação da  campanha de Dilma Roussef à presidência da República, ainda no começo de 2010.
Quando iniciei à leitura já sabia que se tratava de um autor altamente polêmico o que lhe rendeu alguns prêmios e muitos processos. 
A força dos  argumentos de Amaury está distribuída ao longo das 351 páginas que compõe o livro. Tudo o que escreve - embora a imprensa burguesa negue - está ancorado em documentos que podem ser pesquisados pelos interessados.   
Ninguém escapa da pena de Amaury. Sobrou até para alguns  aloprados do PT, que como o autor do livro, transitam com muita liberdade pelo mundo misterioso e movediço da arapongagem.  
O centro do livro são as privatizações feitas no Governo de FHC. O autor mostra de forma  cristalina  como alguns  tucanos tiravam o dinheiro do país e depois o repatriava por meio de operações “milagrosas” típicas das máfias mais refinadas do mundo. 
O governo tucano se revelou uma oportunidade ímpar para os bancos e fundos de pensões comprarem  por preços mais do que convidativos as principais empresas do país. 
O pior era que uma parte do dinheiro ia parar nos paraísos fiscais. As Ilhas Virgens, por exemplo, era um local muito prestigiado pelos tucanos. Aliás, também apreciam esse paraíso mafiosos  como Paulo Maluf, Ricardo Teixeira, Nicolau dos Santos, Georgina, entre outros.  
Clóvis Carvalho e Ricardo Sérgio, dois expoentes da área financeira  do PSDB, arrecadadores  oficiais das campanhas desse partido,  também mantinham recheadas  contas  nessa ilha e em outras. A filha de Serra, Verônica, também estava bem envolvidinha nesse  processo.  
O livro é bom. Vale à pena ler. O autor conhece muito bem o mundo do colarinho branco. É autoridade nessa área. 


Eronildo Barbosa é professor universitário e autor  do livro Sindicalismo  em Mato Grosso do Sul – 1920 a 1980. Email: Eronildobrasil@hotmail.com


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